"A Arte é um amadurecimento, uma evolução, uma ascenção que nos torna capazes de emergir da escuridão para uma luz fantástica." Jerzy Grotowski


quarta-feira, 15 de novembro de 2006

PERFORMANCE / HEAPENNING: FARRA DE TEATRO - novembro de 2006

     Farra de Teatro foi realmente uma farra: um grande heapenning com mais de quatro horas de duração num dia de sol de mais de 30 graus!
   Diversas cenas sobre amor, violência, índios, brincadeiras de crianças, com muita interação e provocação com o público.
    Essa ideia surgiu com o diretor (falecido) carioca MÁRCIO VIANNA. Consiste em um grupo de atores que corre durante 4 horas realizando diferentes cenas teatrais coletivas sempre com uma musica caracteristica para cada cena. 
     Em Porto Alegre quem dá continuidade a esse trabalho é o Grupo Depósito de Teatro.
     Eu participei em 15 de novembro de 2006, no Gasômetro.

     Fotos: Adriana Donato







Fotos: Kiran





     E no final o público todo dançava conosco...


sábado, 1 de julho de 2006

TEATRO: DAD - ATELIER DE COMPOSIÇÃO I - "UM BONDE CHAMADO DESEJO" - 2006 / 1

     O ano de 2006 foi muito produtivo, pois além de ter cadeiras teóricas muito boas, as práticas foram muito intensas, como a cadeira de Atelier de Composição Cênica, com Maria Falkembach, e o pessoal da direção fazia o Atelier de Criação Cênica, com Ramiro Silveira.
  No primeiro semestre trabalhamos o realismo e montamos cenas de Nelson Rodrigues e Tennessee Williams, como "Um Bonde Chamado Desejo", nas fotos a seguir. Apesar de ser bem difícil fazer a Blanche, ficou muito divertido esse nosso trabalho.


Cena de Blanche (eu) e Mich (Paulo Brasil) dirigida por Leônidas:







Cena de Blanche (eu) e Stanley (Tadeu) dirigida por Júlia Rodrigues:









Ensaio:



segunda-feira, 5 de junho de 2006

OFICINAS: COM ROBERTO BIRINDELLI - 2006 e 2007

     Dentre outras oficinas que participei em 2006, uma em especial marcou meu trabalho: Em Busca da Presença Cênica, com Roberto Birindelli. O conhecemos no início da faculdade e com essa oficina formamos um grupo de pesquisa que seguiu até 2007.
     Estudos baseados nos trabalhos de Grotowsky, Eugênio Barba, LUME e Dario Fo.
      Pena que não tenho fotos desse trabalho, mas tenho essa de uma aula surpresa que participamos com o pessoal do Stravaganza, em 2006.


terça-feira, 2 de maio de 2006

PERFORMANCE: ESTUDOS FLORES URBANAS, COM DAGMAR DORNELLES - 2006

     Na faculdade tive três semestres com Dagmar Dornelles, uma grande artista e professora. E com ela participei de algumas performances pelas ruas do centro de Porto Alegre, mais ou menos entre maio e julho de 2006, que consistem em um trabalho que ela chama de "Flores Urbanas". Nesses dias, éramos apenas pessoas de branco que simplesmente param em meio ao caos da cidade... 

     Algumas palavras que Daggi:

flores urbanas – idéia de um núcleo de ações multidisciplinares, lançada por Daggi Dornelles, em agosto de 2003. “Sempre me solicitam que defina flores urbanas. Não sei por onde ir: para as pessoas, ou uma coisa é grupo, ou escola, ou associação, ou o que quer que seja e que já esteja em uma gaveta, ou prestes a acomodar-se em alguma.
Pois bem, recorram ao dicionário, os termos separados e, depois, juntem tudo e façam um jardim; um jardim de corpos humanos. Flores que observam, consideram, refletem e agem a partir do tempo/espaço de um presente e suas urgências. Dizem que as plantas têm esta sabedoria mais apurada do que os humanos. Então, somos corpos com desejo de construir algum presente impregnado da sabedoria das plantas. E florescemos, aqui e ali, em rebentos da carne sobre o solo estéril do cimento urbano.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

OFICINA: CLOWN - dezembro de 2005

     Em dezembro de 2005 fiz um curso de Clown com Laurance Marafante.
     A arte do Clown é uma das mais difíceis, ao mesmo tempo que fascinante. Aquilo que tentamos esconder no dia a dia, da sociedade e de nós mesmos, o clown vem e nos mostra, nos expõe e nos desafia.
 Há divergências quanto à classificação do clown e do palhaço. Há quem diga que são a mesma coisa. Há quem os diferencie: o palhaço de circo é mais escrachado, o clown é mais sutil, mais poético.


     Dario Fo, grande ator e teatrólogo, fala sobre a arte do Clown em seu livro "Manual Mínimo do Ator":
página 304: "...É um ofício afim ao do jogral e do mimo greco-romano, para o qual concorrem os mesmos meios de expressão: voz, gestualidade acrobática, música, canto, acrescido da prestidigitação, além de uma certa prática e familiaridade com animais - ferozes, inclusive. (...) É preciso convencer-se de que alguém só se torna um clown em consequência de um grande trabalho, constante, disciplinado e exaustivo, além da prática alcançada somente depois de muitos anos. Um clown não se impovisa."
     E também:
página 305 - "O clown vem de muito longe: eles já existiam antes do nascimento da Commédia Del´art."
     "(...) Os clowns, assim como os jograis e os cômicos dell´art, sempre tratam do mesmo problema, qual seja, da fome: a fome de comida, a fome de sexo, mas também a fome de dignidade, de identidade, de poder. (...) No mundo dos clowns só existem duas alternativas: ser dominado, (...) ou dominar."


página 309 - "Com frequência, acontece do clown perdedor virar o jogo, pois salta-lhe a mola do 'agora chega!'. Ou seja, perdido por perdido, resta-lhe uma chance de acabar triunfando."
página 310 - "Pode-se perder tudo, até a vida, mas, por Deus, a dignidade nunca!"
página 315 - "O disfarce junto com a provocação é o elemento de apoio de uma grande quantidade de espetáculos clownescos realizados por palhaços itinerantes da Índia."


quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

TEATRO: DAD - ATUAÇÃO IV - 2005 / 2

    No quarto semestre, na cadeira de Atuação IV, trabalhamos textos de Shakespeare, e eu fiz a Ofélia, de "Hamlet", mas também com textos de "Hamlet Máquina", de Heiner Müller.
   Foi só uma cena mas já deu pra ter uma ideia desse complexo universo Shakespeareano...


quarta-feira, 30 de novembro de 2005

TRABALHOS: QUINTA BIENAL DE ARTES DO MERCOSUL - setembro a dezembro de 2005

       Em 2005 trabalhei como mediadora na Quinta Bienal de Artes do Mercosul. Eu sempre gostei muito de artes plásticas também, visito todas as bienais, e tinha vontade de me aproximar mais desse meio, embora eu já fosse bem próxima pois, além de gostar, minha irmã é artista plástica.
     Trabalhei no Cais do Porto, armazéns A3 e A4, onde tinha a exposição "Da Escultura à Instalação". Foi pouco tempo, uns três meses, mas foi bem intenso, pois houve bastante público, estudamos e trabalhamos bastante, e conheci mais um monte de gente interessante.


quinta-feira, 18 de novembro de 2004

TEATRO: ESQUETE "UNIDADE 613" - 2004

   Em 2004 fiz parte de um grupo chamado Porão D´Ensaio, em Gravataí / RS, com o qual apresentei a esquete "Unidade 613". O trabalho contava com Ana Cláudia Bernarecki, Carina Schreiber, Sibelle Maciel, Ana Paula Silveira, Érico Longaray, Leonardo, e Deise Trarbach no elenco e Sílvia Maciel na direção, e mostrava o dia a dia de menores infratoras dentro da febem, com fragmentos da infância de cada uma. 

Foto: Adriana Donato


   Apresentamos Unidade 613 em Viamão, no FESTIL - Festival de Teatro Estudantil de Gravataí e no Festival Estadual de Esquetes do SESI, também em Gravataí / RS, onde levamos vários prêmios, inclusive de Melhor Esquete e eu levei o prêmio de Melhor Atriz em ambos (no FESTIL junto com Ana Cláudia Bernarecki).



sexta-feira, 30 de julho de 2004

OFICINAS: CIRCO GIRASSOL - 2004 e 2005

   Em 2004 fiz um workshop de um final de semana e em 2005 fiz uma oficina de uma semana, durante o Porto alegre em Cena, de técnicas circenses com o Circo Girassol, onde aprendi um pouco de malabares, acrobacia, contorcionismo, perna de pau, pirotecnia, corda bamba, rapel, lira, trapézio e tecido.

Setembro de 2005 







2004


     Infelizmente foram poucas as experiências com o circo mas eu adorei. Sigo praticando um pouco de malabares em casa, mas ainda estou longe...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2004

TEATRO: DAD: Primeira grande conquista! - 2004

       Eis que em 2004 passei no vestibular e entrei no curso que ainda se chamava Artes Cênicas, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul! 
     É muito bom conseguir realizar um sonho que se tem desde pequena. Não foi fácil, como tudo que é bom na vida, mas consegui!
     No Departamento de Arte Dramática, o famoso DAD, conheci muita gente especial. Professores que foram mestres e grandes marcos na minha vida, pessoas divertidas e queridas, que seguiram seus caminhos mas algumas ainda tenho ao meu lado, ainda bem! Inclusive as pessoas com as quais formamos o grupo que se chamou mais tarde de Barraqu4tro (por termos entrado no ano de 2004, dã).
     Essa foto foi de uma das aulas malucas, no primeiro semestre, que tivemos com todos os professores da atuação juntos (Roberto Birindelli, Gisela, Carmen e Patrícia Fagundes) e terminou na Redenção:



     Minha faixa (tinha que ter, claro):